segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Na Sessão Especial em Homenagem ao dia Nacional dos ACS e ACE, profissionais apelam por mais respeito do poder público Municipal

Da esq. para a dir: Presidente da AACES Enádio Nunes, Diretora do SINDSEPS Edna Maria, Coordenador Geral do Sindacs Adenilson Rangel, Vereador Sidninho (PODEMOS), Eliane Paixão ACS, Presidente da AASA/BA Ivando Antunes.
No Dia Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde e Combate a Endemias, comemorado na última sexta-feira (4) em sessão especial na Câmara Municipal, a categoria apelou por mais reconhecimento aos seus direitos por parte do poder público. Um dos pontos citados por eles como crítico é o não pagamento do salário-base, aprovado e sancionado pelo governo federal, em 2014, que passou para R$ 1.250, mas a Prefeitura de Salvador continua pagando R$ 837. A iniciativa da homenagem partiu do vereador Sidninho (Podemos), líder da oposição na Casa.

O presidente da Associação dos Agentes de Saúde do Estado da Bahia (AASA), Ivando Silva, ao elencar que o apoio da Câmara tem sido fundamental na luta, não deixou de citar, no entanto, que muito ainda precisa ser feito para haver motivos para comemorar. “Para se ter ideia, de 2014 a 2019 foram transferidos quase R$ 200 milhões para a prefeitura. Recursos que deveriam cair na nossa conta, para alimentar nossas famílias, mas isso nunca ocorreu. Nossa pergunta é: por que só Salvador não atende à determinação do governo federal e mantém os salários defasados?”, questionou Ivando.

Sidninho reforçou que fará novas convocações aos secretários municipais da Saúde, Leo Prates, e de Gestão, Thiago Dantas, de forma que esse impasse seja esclarecido e chegue ao fim. “Afinal, o descumprimento de uma determinação federal é algo grave e a Câmara não pode fechar os olhos para um problema como este, que envolve profissionais que realizam um trabalho de cunho preventivo, que estão na ponta do sistema, na casa do cidadão, que possuem um papel fundamental para melhorar a saúde da população como um todo e essa gestão não se empenha em valorizar o profissional”, frisou.

Salvador possui 3,8 mil agentes comunitários e de endemias, responsáveis por integrar os trabalhos entre a atenção primária e a comunidade, fortalecendo o Sistema Único de Saúde com ações de vigilância e promoção em saúde.

Compuseram a mesa, além do presidente da AASA/BA e do vereador Sidninho, o Coordenador Geral do Sindacs-BA, Aldenilson Rangel; o Presidente da AACES, Enádio Pinto, Diretora do SINDSEPS, Edna Maria e Eliane Paixão Santos, agente comunitária do distrito do Vale das Pedrinhas.

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